As “canetas emagrecedoras”, tornaram-se um dos temas mais discutidos na área da saúde e da estética nos últimos anos. Embora inicialmente indicadas para o tratamento de diabetes tipo 2, estas terapias farmacológicas têm sido cada vez mais prescritas para controle de peso e obesidade. Os estudos demonstram a sua eficácia em reduzir o apetite e favorecer a perda de gordura corporal. Contudo, a sua utilização sem acompanhamento nutricional adequado pode acarretar consequências para a saúde.
Como funcionam as canetas emagrecedoras?
Inegavelmente, estudos clínicos demonstram que estas canetas promovem uma perda de peso substancial, pela redução de apetite, com reduções médias de 15–22% do peso.
No entanto, pesquisadores da Universidade de Cambridge alertam que muitas pessoas que utilizam drogas para emagrecimento não recebem suporte nutricional adequado, colocando-se em risco de deficiências de nutrientes e perda excessiva de massa muscular.
Isto acontece porque o medicamento reduz o apetite e a ingestão calórica de forma significativa, o que, sem orientação profissional de um nutricionista, pode levar a uma alimentação desequilibrada — deficiente em proteínas, vitaminas e minerais essenciais.
Canetas Emagrecedoras e a Massa Muscular: O que a ciência diz
A perda de peso nem sempre traduz somente perda de gordura. Estudos de composição corporal mostram que, com regimes de emagrecimento rápido, uma parte do peso perdido pode corresponder a massa magra e músculo — muitas vezes na proporção de cerca de 20–40% do total perdido.
Essa perda de massa muscular não é necessariamente uma ação direta do medicamento sobre o músculo, mas sim um reflexo da redução geral de energia e ingestão proteica associada à perda de peso rápida.
Sem um planeamento nutricional adequado, a consequência pode ser:
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perda de força e funcionalidade muscular;
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redução do metabolismo basal;
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maior risco de reganho de peso no futuro.
Nutrição como pilar essencial durante o tratamento
Para mitigar a perda de massa muscular e garantir que o emagrecimento seja saudável, as principais recomendações baseadas em evidência incluem:
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Consumo adequado de proteínas — idealmente em torno de 1,2–1,6 g por kg de peso corporal por dia, distribuídas ao longo das refeições.
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Exercício de resistência e treino muscular, essenciais para sinalizar ao corpo que a massa magra deve ser preservada.
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Acompanhamento regular com profissional de nutrição para ajustar ingestão de vitaminas, minerais, proteínas e hidratos de carbono, conforme a resposta individual.
- Integrar tratamentos complementares: Na Casa Verde, a nutricionista tem ao seu dispor tratamentos de eletroestimulação muscular, que podem ser uma ferramenta complementar valiosa durante um processo de emagrecimento medicamentoso.
A eletroestimulação pode:
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ativar fibras musculares de forma eficiente;
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promover melhorias no tónus e na força muscular;
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complementar o treino físico, especialmente em fases em que a pessoa tem menor capacidade de treino convencional.
Esta abordagem integrada reflete a visão da nutricionista Andreia Vieira de que o emagrecimento saudável é um processo multidimensional, que vai muito além da simples contagem de quilos na balança.




